sábado, 19 de abril de 2014

A INVEJA TEM CHEIRO DE CARNIÇA


Os Baobás que maravilha! Sempre me encantaram; assim como todas as obras da natureza.
O Baobá, é uma árvore forte, robusta, que floresce apenas uma vez durante o ano, suas flores ficam de cabeça para baixo durante alguns dias antes de secarem e caírem no chão.

A LENDA DA FLOR DO BAOBÁ:



Negrito
O nosso baobá flora uma vez por ano, entre novembro e fevereiro, época em que exibe toda a beleza. A sua floração passa por intrigante trocar de roupa ou de sorrisos, em cores e matizes. Começa com um botão verde de guardadas energias que se abre em branco da virgindade flor. Vai se tornando creme de caráter solar que se continua na matriz do castanho. De repente, surge de vinho como sacrifício para anoitecer no modesto marrom e findar no tom violeta da paixão.
A flor não domina a substância tempo, sente a brevidade de sua existência. Para a sua flor, o baobá vive eternamente.

Parece que a espera do Baobá em florescer, seja uma coisa tão romântica como suas próprias flores.
Dar uma flor de baobá à pessoa amada pode simbolizar que ela é única e que demorou muito para encontrá-la...Isso, se a flor do Baobá não tivesse um forte odor de carniça.
Isso serve para provar que as aparências enganam... As pessoas que se deixam levar pela beleza da flor do Baobá,podem ter uma surpresa ao sentir seu aroma não muito agradável; da mesma forma como as pessoas que com tanto preconceito com o cheiro da flor, se inibem em conhecê-la, e contemplar sua beleza. Ou seja, todo mundo, e qualquer coisa nesse mundo tem seu lado bom e seu lado ruim; todos nós temos nosso lado flor de Baobá...
Conta a lenda, que o Baobá era uma árvore muito invejosa, tinha inveja das árvores mais bonitas, mais floridas...
Tinha inveja dos ipês, com suas flores de variadas cores, tinha inveja da roseira, da sua simplicidade, tinha inveja de todas as outras árvores.
Cansados de tanta inveja, os deuses, deram um castigo á árvore, virando-a de cabeça para baixo, portanto, a copa, que vemos, seria na verdade suas raízes. E suas flores que cheiram tão mal, seriam portanto, resíduos do solo, que ficam agarrados em suas raízes...

AULA COM O PASQUALE...RS !



Trata-se de como falar algumas frases bem comuns de uma maneira mais intelectual....

Filosofia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir)

Romper a face.
(Quebrar a cara)

Creditar o primata.
(Pagar o mico)

Inflar o volume da bolsa escrota.
(Encher o saco)

Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém.
(Dar um pé na bunda)

Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento.
(Chutar o pau da barraca)

Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo)

Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros
inferiores.
(Meter o rabo entre as pernas)

Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando)

Eximir de qualquer tipo de sorte.
(Azarar)

Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço)

Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau)

Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo- bucais.
(Nem que a vaca tussa)

Sequer considerar a utilização de instrumentos metálicos derivados do ferro.
(Nem ferrando)

Derramar água pelo choco através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente.
(Chutar o balde)

Podes retirar o equino da perturbação pluviométrica.
(pode tirar o cavalo da chuva)

"O sujeito que usa um termo em inglês no lugar do equivalente em português é, na minha opinião, um idiota".
Revista Veja, 10 de Setembro de 1997.

"[..] a São Paulo que fala 'dois pastel' e 'acabou as ficha' é um horror. Não acredito que o fato de ser uma cidade com um grande número de imigrantes seja uma explicação suficiente para esse ' português esquisito' dos paulistanos. Na verdade, é inexplicável".
Revista Veja, 10 de Setembro de 1997.

PASQUALE CIPRO NETO.


DESIDERATA X DESIDERATA



Na internet encontramos várias traduções das mais detalhadas às mais resumidas, mas com certeza uma mensagem atemporal seu significado e seu contexto transcendem o tempo e continuam sempre atuais. Vale à pena ler, entender e meditar! Coloquei duas versões que eu gosto uma mais resumida e outra mais longa.
Os desiderata constituem um tipo de categoria axiológica representando aquilo a que se dá um valor positivo, sem no entanto adquirir o caráter de imposição. Representam condições suficientes mas não necessárias para que se atribua valor positivo a algo. Na prática científica e epistemológica usualmente se torna necessário avaliar
procedimentos e resultados científicos. Em algumas abordagens epistemológicas, procura-se formular regras de avaliação fundamentadas em exigências rígidas, do tipo: "x é cientificamente aceitável se e somente y", que apresentam condições necessárias e suficientes para que algo receba um valor científico positivo. O uso do conceito de desideratum, mais fraco do que a idéia de uma demarcação entre ciência e não-ciência, permite uma análise mais flexível. A tese contém um estudo analítico do conceito de desideratum, sua relação com outros conceitos axiológicos e a estrutura geral de uma axiologia da ciência aplicando tais conceitos. Após o estudo analítico são examinados exemplos históricos, confrontando-se as abordagens metodológicas existentes com a
abordagem não proibitiva que faz uso de desiderata. Por fim, é proposto um sistema metodológico compatível com essa abordagem e são discutidas suas bases e conseqüências.

DESIDERATA:

No meio da precipitação urbana, lembre-se que a paz talvez se encontre no silêncio.
Faça um esforço honesto e continuado para se dar bem com todos.
Fale a verdade claramente, mas, com a brandura. E ouça os outros, mesmo os ignorantes e sem brilho: eles terão igualmente as suas histórias para contar.

Evite as pessoas agressivas, que falam alto, pois trazem constrangimento ao espírito.
Se você se comparar aos demais, poderá tornar-se vaidoso ou amargo, pois existirão sempre os que estão melhor ou pior que você na vida.

Saiba apreciar as suas realizações, seus planos.
Tome gosto pela sua carreira, por mais humilde que ela seja: é o único bem verdadeiramente seu. Trate seus negócios com muito cuidado, pois o mundo está cheio de espertos, mas não endureça seu coração, e saiba descobrir, o lado bom das
pessoas.
Ainda há idealistas nesse mundo e por toda parte encontramos
atos de heroísmo.
Seja você mesmo, sobretudo, não finja amizade; nem ponha cinismo no amor. Apesar de tudo que se diz por aí; o amor ainda é eterno.

Aceite com doçura o conselho dos anos e saiba renunciar aos hábitos próprios da juventude.
Mantenha o espírito galvanizado para aguentar as surpresas da vida, Mas não se aflija com imaginações. O medo nasce do cansaço e da solidão.
Acima de qualquer autodisciplina, seja generoso com você mesmo: afinal você é filho do universo, tanto quanto as árvores e as estrelas, e tem todo o direito de estar aqui.
Embora isso não lhe pareça muito claro, o certo é que o velho universo está se desdobrando por sua causa.

Portanto esteja em paz com Deus ou com o que você chama de deus. E por mais agitadas e extenuantes que sejam suas atividades neste planeta, entre barulhentas confusões e aspirações da vida, procure conservar a paz de espírito.
Porque apesar de tudo que está acontecendo por aí afora.
Este mundo ainda é ótimo! E você só precisa ter cuidado e fazer seu esforço diário para ser feliz!


DESIDERATA:

Siga tranqüilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.

Tanto quanto possível, sem humilhar-se viva em harmonia com todos os que o cercam.

Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também tem sua própria história.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.

Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo, principalmente não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude, alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado; mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E a despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo, vão cumprindo o seu destino.

Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba e quaisquer que sejam os seus trabalhos e , da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma. Acima da falsidade, do desencanto e agruras, o mundo ainda é bonito. Seja prudente. FAÇA TUDO PARA SER FELIZ e partilhe com os outros a sua felicidade.

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.
Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.
Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr.Raymond Bernard.
O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927.

AH MINHA PORTELA...














Desfile da Portela , minha escola de samba em2008. Ela veio como sempre linda mas, toda azul e branca com sua águia de Neon. Com um samba enredo maravilhoso! 10 PORTELA é nota 10 sempre campeã no meu coração!
Nossa quando eu falo da Portela o coração fica apertado!
Morar no Rio de janeiro tem dessas coisas. É do carioca o futebol, o samba, as praias, o céu, o mar. O carioca tem a boêmia no sangue! A gente veste a camisa do nosso time, da nossa escola de samba, da nossa cidade. E o carioca ama o Rio de janeiro; não é a toa que diz assim a música RIO DE JANEIRO GOSTO DE VOCÊ. GOSTO DE QUEM GOSTA DESSE CÉU, DESSE MAR, DESSA GENTE FELIZ ! ...ou então O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO! O RIO DE JANEIRO CONTINUA SENDO... ou COPACABANA PRINCEZINHA DO MAR... ainda:DA JANELA VÊ-SE O CORCOVADO O REDENTOR QUE LINDO!... e também
RIO 40°...
Aqui é um coração carioca falando da Portela.
Quem não se lembra da música do Paulinho da Viola: Foi um rio que passou em minha vida? Eu igual a ele posso dizer “ AH MINHA PORTELA ...”
Então coloquei um pouco da história da Portela e as letras dos samba enredos que mais marcaram para mim.


Foi um rio que passou em minha vida...
(Paulinho da Viola)


Se um dia meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém (ai, porém)
Há um caso diferente que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em outro amor
Quando alguém que não me lembro anunciou:
Portela! Portela!
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou
Ai, minha Portela, quando vi você passar
Senti o meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu; nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar.

Para ouvir e matar as saudades desse grande sussesso do Paulinho da Viola Portelense fervoroso é só copiar e colar A url no seu navegador é um vídeo do YOU TUBE. Vale a pena recordar!

Samba Enredo 1974 - O Mundo Melhor de Pixinguinha (Pizindin)
G.R.E.S. Portela (RJ)
Composição: Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha


Lá vem Portela
Com Pixinguinha em seu altar
E altar de escola é o samba
Que a gente faz
E na rua vem cantar
Portela
Teu carinhoso tema é oração
Pra falar de quem ficou
Como devoção
Em nosso coração

Pizindin! Pizindin! Pizindin!
Era assim que a vovó
Pixinguinha chamava
Menino bom na sua língua natal
Menino bom que se tornou imortal
A roseira dá
Rosa em botão
Pixinguinha dá
Rosa, canção
E a canção bonita é como a flor
Que tem perfume e cor
E ele
Que era um poema de ternura e paz
Fez um buquê que
não se esquece mais
De rosas musicais
Lá vem Portela...


Samba Enredo 1975 - Macunaíma
G.R.E.S. Portela (RJ)
Composição: David Corrêa e Norival Reis


Portela apresenta
Do folclore tradições
Milagres do sertão à mata virgem
Assombrada com mil tentações
Cy, a rainha mãe do mato, oi
Macunaíma fascinou
Ao luar se fez poema
Mas ao filho encarnado
Toda maldição legou



Macunaíma índio branco catimbeiro
Negro sonso feiticeiro
Mata a cobra e dá um nó


Cy, em forma de estrela
À Macunaíma dá
Um talismã que ele perde e sai a vagar
Canta o uirapuru e encanta
Liberta a mágoa do seu triste coração
Negrinho do pastoreio foi a sua salvação
E derrotando o gigante
Era uma vez Piaiman
Macunaíma volta com o muiraquitã
Marupiara na luta e no amor
Quando para a pedra para sempre o monstro levou
O nosso herói assim cantou

Vou-me embora, vou-me embora
Eu aqui volto mais não
Vou morar no infinito
E virar constelação

Samba Enredo - 1972 Ilu Ayê
G.R.E.S. Portela (RJ)
Composição: Cabana E Norival Reis


Ilu Ayê, Ilu Ayê Odara
Negro dançava na Nação Nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu Ayê
Tempo passou ôô
E no terreirão da Casa Grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa de um povo
E dono do carnaval

Essa Gente Bronzeada Mostra Seu Valor (1996)
G.R.E.S. Portela (RJ)
Composição: Jorginho Don, Picolé da Portela, Renatinho do
Sambola e Carlinhos Careca


Chegou a hora
Portela alegremente vem cantar (lá laiá lá)
Com um brilho atraente de swing irreverente
Fazendo assim o mundo inteiro "delirar" (ô delirar)
Melodias que se tornaram marcantes
De artistas delirantes
Iluminados pela estrela do criar
Como "Memórias" de Paulinho da Viola
Ismael, mestre Cartola
Eu vou cantando para os males espantar

Canta iaiá pra ioiô, canta ioiô pra iaiá
Um samba quente, um chorinho de amor (eu vou)
Na onda do iê-iê-iê, eu sou o rei pra você
Fazendo a festa até o dia amanhecer

"Chega de saudade"
Meu peito invade, eu lembro do meu amor
Linda é a "Garota de Ipanema", seu gingado é um poema
Na "Asa Branca" sou eterno sonhador
"Pra não dizer que não falei das flores"
Vou me expressar mostrando todo o meu valor
Eu sou a arte que embala a esperança
Onde passo sou bonança
Bela "Aquarela Brasileira" decantou

A Portela demorou, mas abalou
E o povo canta novamente, já ganhou


Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite
(1981)
G.R.E.S. Portela (RJ)


Deixa me encantar, com tudo teu, e revelar, lalaiá lá
O que vai acontecer nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte, desaguando como fonte
Ao vento a ilusão desce
O mar, ô o mar, por onde andei mareou, mareou
Rolou na dança das ondas, no verso do cantador
Dança que tá na roda, roda de brincar
Prosa na boca do tempo e vem marear ( Eis o
cortejo... )
Eis o cortejo irreal, com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval, é a vida a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que desperta na folia ( Amor, amor ... )
Amor, sorria, ô ô ô, um novo dia despertou
E lá vou eu, pela imensidão do mar
Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a
sambar (
E lá vou eu... )
E lá vou eu, pela imensidão do mar
Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a
sambar

Contos de Areia (1984)
G.R.E.S. Portela (RJ)


Bahia é um encanto a mais
Visão de aquarela
E no ABC dos Orixás
Oraniah é Paulo da Portela
Um mundo azul e branco
O deus negro fez nascer
Paulo Benjamim de Oliveira
Fez esse mundo crescer (okê-okê)

Okê-okê, Oxossi
Faz nossa gente sambar (bis)
Okê-okê, Natal
Portela é canto no ar

Jogo feito, banca forte
Qual foi o bicho que deu?
Deu águia, símbolo da sorte
Pois vintes vezes venceu

É cheiro de mato
É terra molhada (bis)
É Clara Guerreira
Lá vem trovoada

Epa hei, Iansã! Epa hei! (bis)

Na ginga do estandarte
Portela derrama arte
Neste enredo sem igual
Faz da vida poesia
E canta sua alegria
Em tempo de carnava


G.R.E.S. PORTELA

Portela, uma das mais antigas e tradicionais agremiações do Rio de Janeiro. Mantém - até hoje não alcançada por qualquer outra co-irmã 21 títulos conquistados no carnaval carioca. Trata-se de uma entidade única do samba, que participou ativamente da história dos desfiles, muitas das vezes como protagonista.

Alguns blocos cruzaram a história da Portela antes de sua fundação, em 1923: Quem Fala de Nós Come Mosca, liderado por Dona Esther Maria de Jesus, influente senhora de Oswaldo Cruz que organizava em sua casa rodas de samba com Pixinguinha, Cartola e Donga; Baianinhas de Oswaldo Cruz, que tinha entre seus componentes Paulo Benjamim de Oliveira, mais conhecido como Paulo da Portela; e Conjunto de Oswaldo Cruz, que surgiu com o fim das Baianinhas e depois mudou de nome para Nos Faz É O Capricho e, finalmente, Vai Como Pode.


É impossível falar da Portela e não fazer referência a um nome pioneiro não só para a história da azul-e-branca, mas também para a consolidação do carnaval no Rio: Paulo da Portela. Exímio compositor, Paulo já militava em prol da legitimação do samba como manifestação cultural do povo – e não mais um caso de polícia, como era encarado antes. Os blocos sob seu comando primavam pela organização: não havia badernas nem tumultos. Com ele, a vagabundagem característica dos anos 20 não tinha vez. As rodas de samba comandadas por Paulo da Portela eram um espaço, sobretudo, para a família e para os apreciadores do ritmo.

Em 1935, a prefeitura incluiu no calendário da cidade o desfile das escolas de samba. Era o que faltava para torná-las, de fato, oficiais. Na época, o prefeito Pedro Ernesto chegou a liberar uma subvenção de dois contos e quinhentos para as agremiações. À frente da Vai Como Pode,que já tinha se transformado em uma escola de samba, Paulo resolveu apresentar sua comunidade na Praça XI com o nome Portela, que, naquele ano, conquistou seu primeiro campeonato com "O samba dominando o mundo".

Era o prenúncio de uma história de sucesso da águia, símbolo da escola. A Portela conquistou fama pela disciplina dos componentes (que, diga-se de passagem, desfilavam muito bem-vestidos, dos pés à cabeça), e por introduzir novidades que inspiraram outras agremiações: a primeira alegoria, a comissão de frente uniformizada, o primeiro samba-enredo e o uso de instrumentos como a caixa-surda e o reco-reco.

Nos anos 40, outro feito histórico: de 1941 a 1947, a Portela conquistou o primeiro lugar. Só dava ela, a única heptacampeã do carnaval carioca. Mas também foi uma década triste para Oswaldo Cruz. Em 1949, o fundador Paulo da Portela morreu brigado com a escola que tanto contribuiu para consolidá-la no panteão do carnaval carioca. Uma estabilidade que, diga-se de passagem, muito se deveu aos grandes sambas assinados pela nata de compositores da azul-e-branca: Monarco, Waldir 59, Candeia e Zé Kéti.

Uma das tradições da Portela é a de acolher figuras ilustres em sua comunidade. Uma delas é Paulinho da Viola. O cantor fez sua estréia em Oswaldo Cruz em 1966, aos 22 anos, ganhando a disputa de sambas com uma obra rebuscada, de 45 versos, sobre o livro "Memórias de um sargento de milícias". Difícil de cantar? Não na Avenida. A composição ajudou a escola a colecionar mais um título ao seu currículo.

Clara Nunes, cantora que despontava na MPB, também escreveu seu capítulo na história da Portela. Foi nos anos 70, ajudando a puxar uma seqüência de sambas memoráveis: "Ilu Ayê" (1972), "Pasárgada, o amigo do rei" (1973), "O mundo melhor de Pixinguinha" (1974) e "Macunaíma, herói de nossa gente" (1975). Esta, por sinal, é uma década sempre lembrada pela comunidade azul-e-branca : foi a última vez em que a escola sagrou-se campeã, sozinha e absoluta, com "Lendas e mistérios da Amazônia", em 1970.

Dos anos 80 para cá, foram muitos altos e baixos. A veterana emplacou outras duas vitórias (1980 e 1984), ainda assim dividindo o título com outras co-irmãs. Em 1995, não levou o
campeonato, mas quase chegou lá, com o ótimo "Gosto de me enrosco" ("Abram alas, deixa a Portela passar, é voz que não se cala, é canto de alegria do ar"). Foi a vice-campeã daquele ano.

A azul-e-branca também patinou em outras posições, das cinco primeiras às intermediárias. Em 2005, por pouco não foi rebaixada, com um desfile cheio de problemas: águia sem asas
(fato gravíssimo, em se tratando de uma das alegorias mais aguardadas do carnaval, senão a mais esperada de todas), evolução comprometida e sem a tradicional velha-guarda, que
foi impedida de desfilar. Resultado: 13º lugar, à frente apenas da Tradição, que voltou ao Grupo de Acesso A.

ZÉ KETI - MÁSCARA NEGRA

Foto: Mário Luiz Thompson Quem é que não se lembra desse saudoso talento? Para mim Carnaval não é Carnaval se não tocar Máscara Negra. Essa sua composição; talvez seja a música mais tocada na história do Carnaval. Criada em parceria com Hildebrando Pereira Mattos em 1967. Quando Zé Keti então com 46 anos de idade, já era bastante conhecido Eu na época com meus com meus 5 anos de idade; desde que a ouvi nunca mais esqueci. E quem não se lembra de A voz do Morro; Acender as Velas; Diz que fui por aí; Esta favela que eu amo; Jaqueira da Portela; Mascarada; Nega Dina; O meu pecado; Opinião...? Coloco aqui a letra de Máscara Negra MÁSCARA NEGRA Quanto riso oh quanta alegria Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando Pelo amor da Colombina No meio da multidão Foi bom te ver outra vez Está fazendo um ano Foi no carnaval que passou Eu sou aquele Pierrô Que te abraçou e te beijou meu amor Na mesma máscara negra Que esconde o teu rosto Eu quero matar a saudade Vou beijar-te agora Não me leve a mal Hoje é Carnaval Zé-ket i e Pereira Mattos- 1966 Zé Kéti (José Flores de Jesus) nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de Outubro de 1921.Em Inhaúma no mesmo bairro de Pixinguinha. Neto do flautista e pianista João Dionísio Santana, companheiro do compositor Índio e de Pixinguinha, e filho de um marinheiro tocador de cavaquinho, Josué Vale de Jesus, desde criança interessou-se por música. Aos 13 e 14 anos, quando morava no subúrbio de Piedade, foi levado por Geraldo Cunha, compositor do G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira e parceiro de Carlos Cachaça, para assistir a ensaios daquela escola, seu primeiro contato com a música dos morros. Mais tarde, mudou-se para o subúrbio de Bento Ribeiro e foi levado para o G.R.E.S. da Portela pelo compositor, e depois presidente da escola, Armando Santos. Começou a desfilar em sua ala dos compositores e a compor, sem mostrar suas músicas a ninguém, só o fazendo mais tarde, aos 18 anos, quando já freqüentava as rodas boêmias do Café Nice, levado por Luís Soberano. Afastou-se dos meios musicais entre 1940 e 1943, quando serviu como soldado na Policia Militar. Por essa época, compôs sua primeira marcha carnavalesca, Se o feio doesse. Teve sua primeira composição gravada, Tio Sam no samba (com Felisberto Martins), pelos Vocalistas Tropicais, em 1946. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou para o Carnaval, com Raul de Barros (trombone), Gilberto (ritmo) e Odete Amaral (coro), Vivo bem (com Ari Monteiro). Em 1952, Linda Batista lançou em disco Amor passageiro, sucesso no Carnaval desse ano. Seu êxito seguinte foi Leviana, lançado como samba de terreiro na Portela e mais tarde gravado por Jamelão. Antes de 1954, afastou-se da Portela por acusações que punham em duvida a autoria de suas músicas, transferindo-se então para a União do Vaz Lobo. Aí lançou A voz do morro, gravada em 1955 por Jorge Goulart, com grande sucesso. Em 1955, A voz do morro e Leviana foram incluídas no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Retornou a Portela e, em 1960, participou das atividades musicais do restaurante Zicartola, atuando como apresentador dos velhos compositores, ainda então desconhecidos do público, como Cartola e Nelson Cavaquinho, e dos novos, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros. Em 1961 lançou, na quadra de ensaios da Portela, o samba Velha guarda da Portela, obtendo sucesso. Nesse ano ainda, o cantor Germano Matias gravou com êxito o samba Malvadeza Durão. Em 1962, o compositor, aproveitando o sucesso do samba A voz do morro, idealizou um conjunto homônimo que começou a ensaiar com a participação de Nelson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros e Jair do Cavaquinho. Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale, encenou o show Opinião, em que lançou alguns sambas de sucesso, como Opinião, Acender as velas e Diz que fui por aí (com Hortênsio Rocha). Por essa época, Nara Leão gravou em seu primeiro disco solo (Nara) o samba Diz que fui por aí. Em seu disco Opinião de Nara, ela incluiu duas outras composições suas, Opinião e Acender as velas. Também em 1964, Germano Matias lançou Nega Diná e O assalto e, no ano seguinte, o compositor recebeu convite da Musidisc para gravar seus sambas numa fita a ser entregue aos cantores da gravadora, para escolha de repertório. Lá compareceu, levando outros sambistas até então desconhecidos, como Paulinho da Viola, Nescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Oscar Bigode e Zé Cruz, que fizeram o acompanhamento e apresentaram seus sambas. A gravadora resolveu lançar então o LP Roda de samba, com o conjunto de sambistas denominado A Voz do Morro, concretizando antigo plano seu. Esse mesmo conjunto, com Nelson Sargento, gravou mais dois LPs, um pela Musidisc (1965) e outro pela RGE (1966). O compositor teve ainda dois sambas, em parceria com Elton Medeiros – Mascarada e Samba original – gravados no LP Na madrugada, interpretado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, lançado pela RGE em 1966. Para o Carnaval de 1967, compôs a marcha-rancho Mascara negra (com Hildebrando Pereira Matos), embora a primeira parte tenha sido atribuída ao irmão deste, Deusdedith Pereira Matos. Foi um dos maiores êxitos de sua carreira. Tem-se apresentado em shows de televisão e em boates. No cinema, em 1957 teve seus sambas Malvadeza Durão e Foi ela incluídos no filme Rio, zona norte, de Nelson Pereira dos Santos. Em 1958, sua música A flor do lodo foi incluída no filme Grande momento, de Roberto Santos. Seus sambas também seriam incluídos nos filmes Boca de ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos. A falecida (1965), de Leon Hirszman, e A grande cidade (1966), de Carlos Diegues. Nas décadas de 1970 e 1980, morou em São Paulo SP. Em 1990, de volta ao Rio de Janeiro, participou de uma remontagem do show Opinião. Em 30 de dezembro de 1994, durante show de Paulinho da Viola com a Velha Guarda da Portela, no Leme, Rio de Janeiro, subiu ao palco a convite e cantou varias músicas. Em 1996, aos 75 anos de idade e mais de 200 músicas compostas, gravou o primeiro CD da série Rio Arte Musical, produzido por Henrique Cazes, com quatro músicas inéditas e vários antigos sucessos. Ainda em 1996, em junho, o cantor Zé Renato (ex-Boca Livre) lançou o CD Natural do Rio de Janeiro, com 14 músicas suas. Em outubro desse mesmo ano, subiu ao palco junto com a cantora Marisa Monte e a Velha Guarda da Portela (Jair do Cavaquinho, Monarco, Casquinha e Argemiro) e interpretou com enorme sucesso alguns clássicos do samba, como A voz do morro e O mundo é um moinho (Cartola), entre outros. Em 1997 completou 60 anos de carreira e foi homenageado com o show Na Casa do Noca, na Gávea, Rio de Janeiro. Ainda em 1997, recebeu da Portela um troféu em reconhecimento por seu trabalho e participou da gravação do disco Casa da Mãe Joana. A Editora Globo lançou, em 1997, o fascículo com CD Zé Kéti na coleção MPB Compositores, n.º 32 Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira Art Editora e PubliFolha OBRA: •A dama das flores •A Felicidade vem depois •A Voz do morro •Acender as velas • Adeus à Velha • Amar é bom (c/ Jorge Abdala) • Amor de carnaval • Amor e fantasia • Amor passageiro • Antigamente era assim • As moças do meu tempo • Assim é o morro • Bálsamo da vida • Bloco do lá e cá • Bó-dó (...) DISCOGRAFIA: • A Voz do Morro (1964) Musidisc LP • Nega Dina (1964) Rozemblit Cs • Os Grandes Sucessos de Zé Kéti (1971) CID LP • Zé Kéti (1973) LP • Identificação (1979) Continental LP • Zé Kéti (1982) Itramaraty LP • 75 Anos de Samba (1996) Rio Arte Musical CD • Zé Kéti (fascículo 32 da Coleção MPB Compositores) (1997) • Zé Kéti (2000)

PAÇOCA DE FESTA JUNINA

Gente eu amo Paçoca de festa Junina e descobri esse vídeo no YOUTUBE que explica bem direitinho! Eu adorei hehehehe.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

LEIA EM VOZ ALTA


"Um prato de trigo para três tigres tristes."

"O rato roeu a roupa do rei de Roma."

"A aranha arranha o jarro, o jarro arranha a aranha."

"O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo o tempo tem."

"Num ninho de mafagafos, haviam três mafagafinhos, quem amafagafar os mafagafinhos, bom amafagafigador será"

"Você sabia que o Sabiá sabia assobiar?"

"Se o Pedro é preto, o peito do Pedro é preto e o peito do pé do Pedro também é Preto."

"O pinto pia, a pia pinga. Pinga a pia e o pinto pia. Quanto mais o pinto pia mais a pia pinga."

"Luzia lustrava o lustre listrado e o lustre listrado com luz luzia."

"Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? - O doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce."

"Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.Girafas gigantes gingando com jeito de gente."

"Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco é ornitorrinco, ornitologista é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista."

Bem Vindos-2530